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quinta-feira, 16 de julho de 2015
I'm ashamed to say I'm a judge.
like the pronouncement of this gentleman ...
By John Damascene
I'm ashamed to say I'm a judge. And no need to say it. At the forum, the place I occupy says who I am; out of it would be exploitation of prestige. I'm ashamed to say that I am judge, because I'm not. Only occupy a position with this name and seek responsibly perform their duties.
I'm ashamed to say that I am judge, you can ask me about the pockets in gown.
I'm ashamed to say that I am judge and show my incompetence in improving the world in which I live, despite having always I fought for justice, to have me surrounded by serious people and had rule the ethics.
I'm ashamed to say that I am judge and have to confess my incompetence in the fight for democracy and to have to witness the collapse of republican values, the rise of careerism and paternalism that confuses the public with the private and appropriates what should be common.
I'm ashamed to say that I am judge and having to answer because - despite having always fought for freedom - the fascism knocks on our door and disdains the law, citizenship and justice and imprisons and kills freely.
I'm ashamed to say that I am judge, because I can be reminded of the lack of wisdom in the trials, the neglect of the rights of the excluded, in too much concern for the housing aid, transportation, food, improvement and education, to the detriment of the values that could strengthen social ties.
I am ashamed to say that I judge because I can be faced with indifference to those who cry out for justice, lack of rationality that should guide the trials and the petty and creeping revenge who usurps the toga dresses without merit.
I am ashamed to say that I judge because I can be reminded of passivity in the face of injustice, of excuses to everyday Negligence, lack of humanity to recognize the mistakes made in the name of justice and of all the "flourishes", synonyms and figures language to justify heinous acts.
I am ashamed to say that I judge because I am part of a state power that does not always recognize as one who follow the paths that envisioned when I began the study of law.
I'm ashamed to say that I am judge, because I am ashamed for being weak, for not knowing the ways in which I could walk with my mates to build a substantial justice and not merely formal.
I'm ashamed to say that I am judge, but do no lose the grip, without abandon my illusions and not me twice to fatigue. I do not separate me of the justice that is on the horizon, although it distances himself from me every step I take towards her because I love her and vibro to see her every waking of my fellow citizens to the daily grind and why walking toward it is that made me moving.
I believe in humanity and its ability to reinvent itself, as well as the transience of the triumph of injustice. Despite witnessing the triumph of nullities, looking thrive mediocrity, seeing growing lawlessness and agigantaram up power in the hands of unscrupulous, not discouragement me of virtue, or of honor and I am not ashamed to be honest.
I'm ashamed to be a judge because of my weaknesses before the clutter on the path of justice I would like to see full of justice. But they will!
John the Baptist Damasceno has a PhD in Political Science and Law Judge of the Court of Justice of Rio de Janeiro. Member of the Association Judges for Democracy (AJD).
Gostei do pronunciamento deste senhor...
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Por João Batista Damasceno
Tenho vergonha de dizer que sou juiz. E não preciso dizê-lo. No fórum, o lugar que ocupo diz quem eu sou; fora dele seria exploração de prestígio. Tenho vergonha de dizer que sou juiz, porque não o sou. Apenas ocupo um cargo com este nome e busco desempenhar responsavelmente suas atribuições.
Tenho vergonha de dizer que sou juiz, pois podem me perguntar sobre bolso nas togas.
Tenho vergonha de dizer que sou juiz e demonstrar minha incompetência em melhorar o mundo no qual vivo, apesar de sempre ter batalhado pela justiça, de ter-me cercado de gente séria e de ter primado pela ética.
Tenho vergonha de dizer que sou juiz e ter que confessar minha incompetência na luta pela democracia e ter que testemunhar a derrocada dos valores republicanos, a ascensão do carreirismo e do patrimonialismo que confunde o público com o privado e se apropria do que deveria ser comum.
Tenho vergonha de dizer que sou juiz e ter que responder porque — apesar de ter sempre lutado pela liberdade — o fascismo bate à nossa porta, desdenha do Direito, da cidadania e da justiça e encarcera e mata livremente.
Tenho vergonha de dizer que sou juiz, porque posso ser lembrado da ausência de sensatez nos julgamentos, da negligência com os direitos dos excluídos, na demasiada preocupação com os auxílios moradia, transporte, alimentação, aperfeiçoamento e educação, em prejuízo dos valores que poderiam reforçar os laços sociais.
Tenho vergonha de dizer que sou juiz porque posso ser confrontado com a indiferença com os que clamam por justiça, com a falta de racionalidade que deveria orientar os julgamentos e com a vingança mesquinha e rasteira de quem usurpa a toga que veste sem merecimento.
Tenho vergonha de dizer que sou juiz porque posso ser lembrado da passividade diante da injustiça, das desculpas para os descasos cotidianos, da falta de humanidade para reconhecer os erros que se cometem em nome da justiça e de todos os "floreios", sinônimos e figuras de linguagem para justificar atos abomináveis.
Tenho vergonha de dizer que sou juiz porque faço parte de um Poder do Estado que nem sempre reconheço como aquele que trilha pelos caminhos que idealizei quando iniciei o estudo do Direito.
Tenho vergonha de dizer que sou juiz, porque tenho vergonha por ser fraco, por não conhecer os caminhos pelos quais poderia andar com meus companheiros para construir uma justiça substancial e não apenas formal.
Tenho vergonha de dizer que sou juiz, mas não perco a garra, não abandono minhas ilusões e nem me dobro ao cansaço. Não me aparto da justiça que se encontra no horizonte, ainda que ela se distancie de mim a cada passo que dou em sua direção, porque eu a amo e vibro ao vê-la em cada despertar dos meus concidadãos para a labuta diária e porque o caminhar em direção a ela é que me põe em movimento.
Acredito na humanidade e na sua capacidade de se reinventar, assim como na transitoriedade do triunfo da injustiça. Apesar de testemunhar o triunfo das nulidades, de ver prosperar a mediocridade, de ver crescer a iniquidade e de agigantaram-se os poderes nas mãos dos inescrupulosos, não desanimo da virtude, não rio da honra e não tenho vergonha de ser honesto.
Tenho vergonha de ser juiz em razão das minhas fraquezas diante da grandeza dos que atravancam o caminho da justiça que eu gostaria de ver plena. Mas, eles passarão!
João Batista Damasceno é doutor em Ciência Política e juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Membro da Associação Juízes para a Democracia (AJD).
By John Damascene
I'm ashamed to say I'm a judge. And no need to say it. At the forum, the place I occupy says who I am; out of it would be exploitation of prestige. I'm ashamed to say that I am judge, because I'm not. Only occupy a position with this name and seek responsibly perform their duties.
I'm ashamed to say that I am judge, you can ask me about the pockets in gown.
I'm ashamed to say that I am judge and show my incompetence in improving the world in which I live, despite having always I fought for justice, to have me surrounded by serious people and had rule the ethics.
I'm ashamed to say that I am judge and have to confess my incompetence in the fight for democracy and to have to witness the collapse of republican values, the rise of careerism and paternalism that confuses the public with the private and appropriates what should be common.
I'm ashamed to say that I am judge and having to answer because - despite having always fought for freedom - the fascism knocks on our door and disdains the law, citizenship and justice and imprisons and kills freely.
I'm ashamed to say that I am judge, because I can be reminded of the lack of wisdom in the trials, the neglect of the rights of the excluded, in too much concern for the housing aid, transportation, food, improvement and education, to the detriment of the values that could strengthen social ties.
I am ashamed to say that I judge because I can be faced with indifference to those who cry out for justice, lack of rationality that should guide the trials and the petty and creeping revenge who usurps the toga dresses without merit.
I am ashamed to say that I judge because I can be reminded of passivity in the face of injustice, of excuses to everyday Negligence, lack of humanity to recognize the mistakes made in the name of justice and of all the "flourishes", synonyms and figures language to justify heinous acts.
I am ashamed to say that I judge because I am part of a state power that does not always recognize as one who follow the paths that envisioned when I began the study of law.
I'm ashamed to say that I am judge, because I am ashamed for being weak, for not knowing the ways in which I could walk with my mates to build a substantial justice and not merely formal.
I'm ashamed to say that I am judge, but do no lose the grip, without abandon my illusions and not me twice to fatigue. I do not separate me of the justice that is on the horizon, although it distances himself from me every step I take towards her because I love her and vibro to see her every waking of my fellow citizens to the daily grind and why walking toward it is that made me moving.
I believe in humanity and its ability to reinvent itself, as well as the transience of the triumph of injustice. Despite witnessing the triumph of nullities, looking thrive mediocrity, seeing growing lawlessness and agigantaram up power in the hands of unscrupulous, not discouragement me of virtue, or of honor and I am not ashamed to be honest.
I'm ashamed to be a judge because of my weaknesses before the clutter on the path of justice I would like to see full of justice. But they will!
John the Baptist Damasceno has a PhD in Political Science and Law Judge of the Court of Justice of Rio de Janeiro. Member of the Association Judges for Democracy (AJD).
Gostei do pronunciamento deste senhor...
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Por João Batista Damasceno
Tenho vergonha de dizer que sou juiz. E não preciso dizê-lo. No fórum, o lugar que ocupo diz quem eu sou; fora dele seria exploração de prestígio. Tenho vergonha de dizer que sou juiz, porque não o sou. Apenas ocupo um cargo com este nome e busco desempenhar responsavelmente suas atribuições.
Tenho vergonha de dizer que sou juiz, pois podem me perguntar sobre bolso nas togas.
Tenho vergonha de dizer que sou juiz e demonstrar minha incompetência em melhorar o mundo no qual vivo, apesar de sempre ter batalhado pela justiça, de ter-me cercado de gente séria e de ter primado pela ética.
Tenho vergonha de dizer que sou juiz e ter que confessar minha incompetência na luta pela democracia e ter que testemunhar a derrocada dos valores republicanos, a ascensão do carreirismo e do patrimonialismo que confunde o público com o privado e se apropria do que deveria ser comum.
Tenho vergonha de dizer que sou juiz e ter que responder porque — apesar de ter sempre lutado pela liberdade — o fascismo bate à nossa porta, desdenha do Direito, da cidadania e da justiça e encarcera e mata livremente.
Tenho vergonha de dizer que sou juiz, porque posso ser lembrado da ausência de sensatez nos julgamentos, da negligência com os direitos dos excluídos, na demasiada preocupação com os auxílios moradia, transporte, alimentação, aperfeiçoamento e educação, em prejuízo dos valores que poderiam reforçar os laços sociais.
Tenho vergonha de dizer que sou juiz porque posso ser confrontado com a indiferença com os que clamam por justiça, com a falta de racionalidade que deveria orientar os julgamentos e com a vingança mesquinha e rasteira de quem usurpa a toga que veste sem merecimento.
Tenho vergonha de dizer que sou juiz porque posso ser lembrado da passividade diante da injustiça, das desculpas para os descasos cotidianos, da falta de humanidade para reconhecer os erros que se cometem em nome da justiça e de todos os "floreios", sinônimos e figuras de linguagem para justificar atos abomináveis.
Tenho vergonha de dizer que sou juiz porque faço parte de um Poder do Estado que nem sempre reconheço como aquele que trilha pelos caminhos que idealizei quando iniciei o estudo do Direito.
Tenho vergonha de dizer que sou juiz, porque tenho vergonha por ser fraco, por não conhecer os caminhos pelos quais poderia andar com meus companheiros para construir uma justiça substancial e não apenas formal.
Tenho vergonha de dizer que sou juiz, mas não perco a garra, não abandono minhas ilusões e nem me dobro ao cansaço. Não me aparto da justiça que se encontra no horizonte, ainda que ela se distancie de mim a cada passo que dou em sua direção, porque eu a amo e vibro ao vê-la em cada despertar dos meus concidadãos para a labuta diária e porque o caminhar em direção a ela é que me põe em movimento.
Acredito na humanidade e na sua capacidade de se reinventar, assim como na transitoriedade do triunfo da injustiça. Apesar de testemunhar o triunfo das nulidades, de ver prosperar a mediocridade, de ver crescer a iniquidade e de agigantaram-se os poderes nas mãos dos inescrupulosos, não desanimo da virtude, não rio da honra e não tenho vergonha de ser honesto.
Tenho vergonha de ser juiz em razão das minhas fraquezas diante da grandeza dos que atravancam o caminho da justiça que eu gostaria de ver plena. Mas, eles passarão!
João Batista Damasceno é doutor em Ciência Política e juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Membro da Associação Juízes para a Democracia (AJD).
A Sabedoria grita pelas ruas e levanta a voz nas praças. The Spirit of God does not convey the spiritual life in human rules, or trifle with levity that things that can become full of life.
Wisdom cries out in the streets and raises his voice in the streets.
She screams at the city buzz and announce in public squares: How long, O naive, you will love the ingenuity? And you scoffers, how long they will engage in mockery? And you fools, even when hate knowledge? Turn to listen to my warning: I will pour out my Spirit upon you, and will communicate my words to them.
However, I called, and you refused; I reached out, and no one paid attention. You refused my advice and did not accept my warning.
There are human behaviors rejected by Scripture. The rejection of these by revelation means that this thing, whatever this thing is an act that is not in accordance with God's will, not being such a thing, principle established by God and not understood or held to benefit or human conduct that pleases the Spirit of God.
And in the context of eternal things that's most important to answer the question that Albert Camus did at twenty years old - If life is worth living - the result of his essay on the absurd.
Scripture does not prohibit the human things that can be used for its construction, or NOT reduce and limit human existence.
Jesus, in a way, says that his words are granted by God in order to bring man to a free existence ever made on earth, and a kind of joy unspeakable, indescribable and permanent, freeing the human soul from the spiritual shackles that preventing him the fullness of life in all its dimensions.
Said Jesus, the Messiah, master of masters, the author and perfecter of faith, full of perfect wisdom and knowledge, co-author of life, knowing that without him, nothing that exists was made, speaking absolutely, philosophical, intellectual , metaphysical, mystical, magical, prophetic and spiritual:
Shall know the truth, and the truth shall make you free.
Sin is a limiting force, limiting and mortifying. The disease, for example, is a condition that prevents the body from exercising its power, removing his position to experience the universe, limiting the senses, feelings and sensations. Sin is analogous to illness.
The Scriptures say that there is no Law against what is invigorative ..
Paul mentions in Galatians:
But if you are led by the Spirit, you are not under law.
Now the works of the flesh are manifest, which are: adultery, fornication, uncleanness, lasciviousness, Idolatry, witchcraft, hatred, variance, emulations, wrath, strife, seditions, heresies, envy, murders, drunkenness, revelries, and things like these, about which I tell you, as I told you before, that they which do such things shall not inherit the kingdom of God.
The fruit of the Spirit is love, joy, peace, longsuffering, gentleness, goodness, faith, meekness, temperance.
Against such there is no law.
Galatians 5: 18-23
And it says that there is a kind of FREEDOM that expresses itself in a FULL LIFE, free, that needs to be saved, cared for, preserved.
Stand firm, then, in the liberty wherewith Christ has set us free, not Repay putting yourselves under the yoke of bondage.
When the Scriptures rejects a behavior, a condition when establishes a link between a behavior and a consequence, it is supported in a previous divine PROJECT in eternal purposes and in a transcendent wisdom.
The Spirit of God does not convey the spiritual life in human rules, or trifle with levity that things that can become full of life.
The Truth of Scripture is based on God's KNOWLEDGE on all issues that address human existence, including the entire sphere of spirituality. Nature has a split, one propositalidade and humans are treated with unusual care, with a view to growth, building for developing all aspects of their humanity, so that it reaches and become whatever it might be. As a caring Father, God removes what for us is HARMFUL.
Alert us, warns us not to live, not exercising certain attitudes, not to establish certain relationships and not embrace certain standards of living. The divine insight into the issues surrounding our humanity also embrace our FEELINGS. Our passions, our desires, our wills.
Jesus addresses several times a tremendous spiritual battle, an unusual human situation, an issue that involves SPIRITUAL FORCES POWERS and beyond our will and desires with the ability to influence our lives, to the point of domain.
Paul quotes this when he says that
17 For the flesh lusts against the Spirit, and the Spirit against the flesh; and these are contrary the one to the other, so they do not do what you want.
Developing the perception that there is a divided reality, mental spiritual, physical, that we are beings who live in a duality of feelings in constant moral conflicts, there is a ANTAGONISM in human existence
That happens inside our bodies, in a stage that is previous to the socialization, REGARDLESS of the world around us. The human being is under constant Contradiction spiritual, mental, emotional, from his childhood, being permeated, moved by spiritual powers and influences that act from the inside out in your psyche.
Understanding this spiritual struggle, the presence of extraneous forces to be present in us, but that FIGHT against us is seen in Paul's letters, perceived in everyday life of David in the Old Testament, in the difficult moments of Christ's ministry.
By knowing up to the limits of absurdity `our weakness, our human condition and our desires, the Spirit of God set forth conditions that prevent us from living chained to a reality that will lead us nowhere. Human ambiguity is the result of a disturbing and equally troubled world. Our universe is multidimensional, acting in it spiritual character of forces that act on us. We, all of us, human beings, we are confronted every day with our, fears, our sorrows, feelings of every kind, in emotional turmoil that is not dependent on society.
A Sabedoriagritapelas ruas e levanta a voz nas praças.
Ela grita no burburinho da cidadee anuncianas praçaspúblicas: Atéquando, óingênuos, vocêsvãoamara ingenuidade? E vocês, zombadores, até quando se empenharão na zombaria? E vocês, insensatos, até quando odiarão o conhecimento? Voltem-se para ouviro meu aviso: eu vou derramar meu espírito sobre vocês, e lhes comunicarei as minhas palavras.
Contudo, eu chamei, e vocês recusaram; estendi a mão, e ninguém deu atenção. Vocêsrecusaramos meus conselhos e não aceitaram o meu aviso.
Há comportamentos humanos rejeitados pelas Escrituras. A rejeição destes pela Revelação significa que tal coisa, qualquer que seja tal coisa, é um ato que não está de acordo com a vontade divina, não sendo tal coisa, principio instituído por Deus e nem compreendido ou sustentado como beneficio ou conduta humana que agrade ao Espírito de Deus.
E no contexto das coisas eternas isso é mais importante que responder a pergunta que Albert Camus fez aos vinte anos de idade – Se a vida vale a pena ser vivida– fruto de seu ensaio sobre o absurdo.
As Escrituras não proíbem ao ser humano coisas que possam servir para sua edificação, ou que NÃO diminuam e limitem a existência humana.
Jesus, de certo modo, afirma que suas palavras são concedidas por Deus com o propósito de levar o homem a uma liberdade de existência jamais realizada na terra, e a um tipo de alegria inefável, indescritível e permanente, libertando a alma humana dos grilhões espirituais que lhe impedem a plenitude da vida, em todas as suas dimensões.
Disse Jesus, o Messias, mestre dos mestres, autor e consumador da fé, cheio de perfeita sabedoria e conhecimento, coautor da vida, consciente de que sem sua presença, nada do que existe, foi feito, falando de modo absoluto, filosófico, intelectual, metafísico, místico, mágico, profético e espiritual:
E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.
O pecado é uma força limitadora, limitadora e mortificante. A enfermidade, por exemplo, é uma condição que impede o corpo humano de exercer sua força, retirando dele condições de experimentar o universo, limitando os sentidos, sentimentos e sensações. O pecado é análogo à enfermidade.
As Escrituras estabelecem que não existe LEI contra aquilo que é VIFIFICANTE..
Paulo cita em Gálatas:
Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.
Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.
Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
Contra estas coisas não há lei.
E afirma que há um tipo de LIBERDADE que se expressa numa VIDA PLENA, livre, que necessita ser guardada, cuidada, preservada.
1 Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.Quando as Escrituras rejeitam um comportamento, uma condição, quando estabelece um vínculo entre uma conduta e uma consequência, está respaldada num PROJETO divino anterior, em propósitos eternos e numa Sabedoria transcendente. O Espírito de Deus não traduz a vida espiritual em regras humanas, ou trata com leviandade as coisas que dizem respeito a nos tornar COMPLETOS.
A VERDADE das Escrituras é baseada no CONHECIMENTO de DEUS sobre todas as questões que abordam a existência humana, incluindo toda a esfera da espiritualidade. A natureza possui um desdobramento, uma propositalidade e o ser humano são tratados com incomum cuidado, com uma finalidade de crescimento, de edificação, para desenvolvimento em todos os aspectos de sua humanidade, para que atinja e se torne tudo aquilo que poderia ser. Como um Pai cuidadoso, Deus retira o que para nós é PREJUDICIAL.
Alerta-nos, avisa-nos para não vivermos, para não exercermos determinadas atitudes, para não estabelecermos determinados relacionamentos e não abraçarmos determinados padrões de vida. A visão divina sobre os aspectos que envolvem a nossa humanidade abraçam também os nossos SENTIMENTOS. Nossas paixões, nossos desejos, nossas vontades.
Jesus aborda diversas vezes uma luta espiritual tremenda, uma situação humana inusitada, uma questão que envolve FORÇAS e PODERES ESPIRITUAIS além de nossa vontade e desejos com a CAPACIDADE de influenciar nossas vidas, até o ponto do DOMINIO.
Paulo cita isso quando diz que
17 Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis.Desenvolvendo a percepção que há uma realidade dividida, espiritual mental, física, que nós somos seres que vivemos em uma dualidade de sentimentos, em constantes embates morais, que existe um ANTAGONISMO na existência humana, que acontece dentro de nossos corpos, num estágio que é anterior a socialização, INDEPENDENTEMENTE do mundo que nos cerca. O ser humano está debaixo de constante CONTRADIÇÃO espiritual, mental, sentimental, desde sua infância, sendo permeado, sensibilizado por poderes espirituais e influencias que atuam de dentro para fora em sua psique.
A compreensão dessa luta espiritual, da presença de forças estranhas ao ser, presentes em nós, mas que LUTAM contra nós, é percebido nas cartas de Paulo, percebido no dia a dia de Davi no Velho Testamento, nos momentos difíceis do ministério de Cristo.
Por conhecer até os limites do absurdo `a nossa fraqueza, à nossa condição humana e os nossos desejos, o Espirito de Deus propôs condições que nos impedem de vivermos acorrentados a uma realidade que nos conduzirá a lugar algum. A ambiguidade humana é fruto de um mundo perturbador e igualmente perturbado. Nosso universo é multidimensional, atuando nele forças de caráter espiritual, que atuam TAMBÈM sobre nós. Nós, todos nós, seres humanos, somos confrontados todos os dias com nossos, medos, nossas dores, sentimentos de toda espécie, num turbilhão emocional que não é dependente da sociedade. Vivemos num mundo pelo qual não passamos intocados, não há como não sermos sensibilizados por imagens, sensações, sentidos e sentimentos, a própria interação humana com outros seres humanos é impossível de ser IMPEDIDA.
Nós transitamos em meio ao tempo, somos tocados pelas obras e pensamentos dos que já não estão presentes, somos constrangidos ou emocionados, sensibilizados pelas pessoas que fazem parte de nossa vida, porque interagimos com a imaginação das outras pessoas, ouvimos seus sonhos, compartilhamos sentimentos, compartilhamos ideias e pensamentos. Na comunhão humana há uma dimensão de nossa vida, ou mais ainda, compartilhada, voluntaria e involuntariamente. Dentro deste mundo de contradições Deus concedeu-nos sua Palavra como CONSELHO, como uma LUZ para guiar-nos no que diz respeito ao que somos, ao que necessitamos, do que precisamos e o que não é afeto a nós. O que não nos trará paz, o que não se desdobrará em plenitude, nos conduzindo a um beco, a uma rua sem saída, a uma situação limitadora ou destrutiva.
Muitas vezes, o que a pessoa sente não o sente porque quer, o sente porque sua natureza carnal, algo errado dentro de nós, o constrange.
Está numa situação, involuntária – independente de sua vontade - produzida por PODERES ESPIRITUAIS que desconhece.
Se aceita para si sua condição, contrária a sua natureza, é vencido pela realidade espiritual e sua situação gera LIMITAÇÃO de vida.
Tudo que é realizado contra o conselho divino é LIMITANTE. Sufoca em nós a plenitude da existência. Significa que uma ou mais áreas de sua vida estarão subjugados por algo contrário a natureza.
Deus criou-nos e nos conhece e compreende profundamente o antagonismo dos nossos sentimentos, o mundo das sensações e dos pensamentos. Assim como sexualidade é uma das bases de nossa existência e errar sobre ela não é uma opção. Ninguém pode se forçar a viver uma realidade que não possui. E que Deus afirmou em sua palavra que não possui.
As Escrituras vão revelando a essência dos atos humanos, suas dimensões espirituais.
Ouçamo-la.
O dia em que a poesia e a justiça se encontraram num foro de Tocantins
O dia em que a poesia e a jurisprudência se encontraram num foro de Tocantins
Carlos Antonio do Nascimento (rima com deferimento, não por acaso) submeteu uma petição em forma de poesia.
São 18 versos que, segundo o advogado, contém todos os requerimentos básicos do documento legal.
A decisão do juiz Zacarias Leonardo, também em poema, foi publicada no último 11 de junho - e é favorável ao cliente do advogado.
O curioso caso foi divulgado pelo próprio Tribunal de Justiça do Tocantins, nessa segunda-feira (6/7).
"Tentei valorizar a riqueza da língua portuguesa", explica Nascimento, que é fã de Cecília Meireles desde os tempos de escola.
A linguagem jurídica não ficou totalmente de lado. Palavras como" réu "e" jurisprudencial "foram usadas no poema porque, segundo o advogado, uma petição preliminar precisa ter a narração dos fatos, fundamentação jurídica e o pedido: "Consegui demonstrar todos os requisitos em 18 versos". Sobram, contudo, verbos no infinitivo, recurso considerado" rima pobre ". A decisão do juiz, por outro lado, mostra mais elaboração de métrica (um poema veio dois anos depois do outro, justiça seja feita).
No caso, um motoqueiro se envolveu em acidente e não teve o seguro pago, em 2013. E o que o cliente achou? "Ele gostou, já que o juiz atendeu a petição", afirma Nascimento. O advogado adverte que o artifício não pode ser usado em toda petição. Mas que é possível fazer isso desde que o trabalho respeite a legislação, a forma jurídica e o juiz, sem ridicularizar as partes envolvidas.
Confira o poema na íntegra:
E a resposta:Decido:
Carlos Antonio do Nascimento (rima com deferimento, não por acaso) submeteu uma petição em forma de poesia.
São 18 versos que, segundo o advogado, contém todos os requerimentos básicos do documento legal.
A decisão do juiz Zacarias Leonardo, também em poema, foi publicada no último 11 de junho - e é favorável ao cliente do advogado.
O curioso caso foi divulgado pelo próprio Tribunal de Justiça do Tocantins, nessa segunda-feira (6/7).
"Tentei valorizar a riqueza da língua portuguesa", explica Nascimento, que é fã de Cecília Meireles desde os tempos de escola.
A linguagem jurídica não ficou totalmente de lado. Palavras como" réu "e" jurisprudencial "foram usadas no poema porque, segundo o advogado, uma petição preliminar precisa ter a narração dos fatos, fundamentação jurídica e o pedido: "Consegui demonstrar todos os requisitos em 18 versos". Sobram, contudo, verbos no infinitivo, recurso considerado" rima pobre ". A decisão do juiz, por outro lado, mostra mais elaboração de métrica (um poema veio dois anos depois do outro, justiça seja feita).
No caso, um motoqueiro se envolveu em acidente e não teve o seguro pago, em 2013. E o que o cliente achou? "Ele gostou, já que o juiz atendeu a petição", afirma Nascimento. O advogado adverte que o artifício não pode ser usado em toda petição. Mas que é possível fazer isso desde que o trabalho respeite a legislação, a forma jurídica e o juiz, sem ridicularizar as partes envolvidas.
Confira o poema na íntegra:
Senhor JuizO autor sobre o evento sete (07) vem falar
Que lesado foi ao acidentar
Por isso, procurou onde a demanda ajuizar
Preferiu o domicílio do réu sem vacilar
Sendo competência territorial pôde optar
Seja, onde há sucursal ou onde morar
Isso é jurisprudencial não precisa reafirmar
Ademais, o réu sabe que deve pagar,
Aqui ou em outro lugar
Porém, para modificar, não basta alegar
Prejuízo tem que demonstrar
Sobre esse intento não conseguiu provar.
Portanto, o autor para finalizar
Pede para o doutor, a presente rejeitar
Essa é a contestação,
Parece de canastrão
Mas, sem atrevimento.
Pede, suplica o deferimento
Carlos Nascimento
E a resposta:Decido:
Em versos e jurisprudências responde o excepto;Não pode ser acolhida a exceção;
Acertado pontua;
O juízo competente é do domicílio do autor ou do local do fato;
Esqueceu-se a excipiente não ser escolha sua.
A lei contemplou o domicílio do autor ou o local do acidente;
Assim é mais fácil para a vítima do sinistro pensou o legislador;
Em sua casa, com sua gente ou onde se feriu o requerente;
Pareceu mais propício buscar lenitivo e reparo à sua dor;
Mas, onde mora o requerente? Perquire o judicante;
Mora em Palmas e se feriu quando no interior se encontrava;
Em seu parágrafo único o artigo cem (100) soluciona o embate;
O foro do domicílio do autor era escolha que bastava.
A contestação não parece de canastrão;
Pelo contrário, sem respaldo legal e sem assento;
Parece, isto sim, a exceção, uma medida de protelação;
Coisa de instituição financeira querendo ganhar tempo.
De fato a jurisprudência é de remanso;
Por outro lado a legislação é de meridiana clareza;
Enquanto o requerente espera ansioso o desfecho;
Navega tranqüila a seguradora sob o benefício da destreza.
É preciso colocar na espera um ponto final;
Por isso, sem mais delongas, porque não sou poeta;
Firmo de logo a competência do juízo da capital;
É aqui que se deve resolver o quanto o caso afeta
Zacarias Leonardo
Juiz de Direito
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