quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Emma Roberts


Um seriado da Nicklodeon, Normal Demais em portugues, Unfabulous (english) de uma pré-adolescente que narra sua vida e suas desventuras em inumeráveis canções com seu inseparável violão. Cada sentimento, cada decepção, cada conquista e cada reflexão ela adicionava acordes e melodias simples, cantadas de modo desafinado, mas com talento e imaginação. E sua atriz mirim, intérprete e duble de cantora, a carismática Emma Roberts.

Sim, admito.

Sou fã.


Серии Nickelodeon, тоже нормально на португальском языке, Unfabulous (Inglês) предварительно подростка, который хронику его жизни и его злоключениях в бесчисленных песни с своим неразлучным гитаре. Каждое чувство, каждое разочарование, каждое достижение, и каждый думал, что она adicionava аккорды и простые мелодии, пела так фальшиво, но с талантом и воображением. И ребенок-актер, исполнитель трюков и певец, харизматичный Эмма Робертс.

Да, я признаю.

Я фанат.


Eine Serie von Nickelodeon, zu normal in Portugiesisch, Unfabulous (Alemão) ein Pre-Teen, die sein Leben und seine Missgeschicke in unzähligen Liedern erzählt mit seinem unzertrennlichen Gitarre. Jedes Gefühl, jede Enttäuschung, jede Leistung und jeder dachte, sie adicionava Akkorde und einfache Melodien gesungen, so verstimmt, aber mit Talent und Phantasie. Und ein Kind Schauspieler, Stunt-Darsteller und ein Sänger, der charismatische Emma Roberts.

Ja, ich gebe zu.

Ich bin ein Fan.


Una serie di Nickelodeon, troppo normale in portoghese, Unfabulous (Inglés) un pre-adolescente che racconta la sua vita e le sue disavventure in innumerevoli canzoni con la sua inseparabile chitarra. Ogni sensazione, ogni delusione, ogni conquista e ogni pensiero che lei adicionava accordi e melodie semplici, cantata in modo stonato, ma con talento e fantasia. E un attore bambino, cascatore e un cantante, il carismatico Emma Roberts.

Sì, lo ammetto.

Sono un fan.


Une série de Nickelodeon, trop normal en portugais, Allie Singer (Inglês) un pré-ado qui raconte sa vie et ses mésaventures dans d'innombrables chansons avec son inséparable guitare. Chaque sentiment, chaque déception, chaque réalisation et tous pensaient qu'elle accords de adicionava et des mélodies simples, chanté si faux, mais avec talent et imagination. Et un enfant acteur, cascadeur et un chanteur, le charismatique Emma Roberts.

Oui, je l'avoue.

Je suis un fan.
 
 


Welington J. Ferreira

Ramon!!!!


Cara! um dos mais divertidos personagens de animação de todos os tempos.
Um pingüim mexicano, cantor de flamenco, chefe de uma "gangue de pingüins"
porta-voz de seu grande amigo, Happy Feet, paquerador inveterado e dono
de uma sagacidade invejável.
Que muitos possam conhecer Ramon. E se preparar para rir.

 
Guy! one of the most entertaining animated characters of all time.

A Penguin Mexican, flamenco singer, Chief of a "gang of penguins"

spokesman of his great friend, Happy Feet, inveterate flirty and owner

an enviable wit.

Many may know Ramon. And prepare to laugh.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Fé - The faith






Até onde ter certeza das coisas que se esperam e daquilo que não pode ser visto?
Há algo mágico nas Escrituras. Nenhum outro relato ou escrito humano possui a capacidade de queimar a alma por dentro, de forjar convicções tão loucas e tão fortes como a própria luz do sol. Ela incendeia internamente, recriando estruturas perdidas, transcrevendo em nossos sonhos o DNA da própria criação. O fantástico sempre foi sonhado pelo homem. Ele conhece o fantástico ou anseia por ele, como a águia anseia pelos céus para alçar seus altíssimos voôs. Quando o incrível é estagnado no interior humano sufocado pela agressão do sofrimento, pela rudeza da morte, pela degradação das coisas, a cada dia o coração geme. O pesadelo das tribulações,as guerras urbanas e as tragédias todas, não seriam suficientes para travar essa vontade de transcender. Porque a vida imita a arte e continuamente afronta a morte. O impossível nos cerca invariavelmente, a cada batida do coração humano, num corpo de trilhões de células num mundo de inquantificáveis partículas, suspenso sobre o vazio. Porque o planeta no nada se sustenta, preso por cordas invisíveis que amarram estrelas, galáxias e incontáveis constelações. E a vida ri do desconhecido e a fé desdenha da razão, tão desesperadamente pequena. A Escritura lança mão de palavras que transpassam o tempo, varrendo o futuro como se este fosse o passado, expondo fatos da eternidade, buscando a exatidão de realidades invisíveis de dimensões jamais alcançadas pela energia ou pela matéria contida no nosso universo. Ela, a fé, fala de coisas destas dimensões impenetráveis pela essência das coisas feitas de atómos, transcrevendo e narrando, testemunhando e contando ao pé de nosso ouvido, coisas que os anjos disseram, os fatos que anteriores a criação, que habitam o coração do próprio Deus.
E eu me curvo diante do fato que crer é o mais poderoso. É mais real. Mais presente e mais eficaz do que saber. Porque crer muda minha alma. Pois a fé tem esse poder.
De transmutar o coração, através de promessas que a validam, através de promessas que a sustentam (porque a fé nasce das promessas) feitas com juramento do único ser que não possui ninguém mais alto por quem possa jurar.

Deut 4:31 - Porquanto o Senhor teu Deus é Deus misericordioso, e não te desamparará, nem te destruirá, nem se esquecerá da aliança que jurou a teus pais

As far as making sure of things hoped for and what can't be seen?

There is something magical in the Scriptures. No other report or human written that has the ability to burn the soul inside, of forging convictions so crazy and as strong as the sunlight itself.
It ignites internally, recreating lost structures, transcribing on our dreams the DNA of creation itself.
The fantastic always been dreamed by man. The man knows the fantastic or yearn for him, as the Eagle longs for the sky to lift their sky-high flights. When the incredible is stagnant inside us stifled by human suffering, by aggression,  by the rudeness of death, by the degradation of things, every day our heart has moan.

The nightmare of the tribulations, of the urban wars and tragedies all, wouldn't be enough to curb the urge to transcend.
Because life imitates art and your continuously affront to death.
The impossible around us invariably every beat of a human heart, a body of trillions of cells in a world of unquantifiable particles, suspended above the void. Because the planet into nothingness if contends, arrested by invisible strings that tie stars, galaxies and countless constellations.

And life laughs at the unknown and faith disdains reason, so desperately small. Scripture makes use of words that overtake the long, sweeping the future as if this were the past, exposing facts of eternity, seeking accuracy of invisible realities of dimensions ever achieved by the energy or matter contained in our universe.

She, faith, talks about things of impenetrable dimensions by the  things made of atómos, transcribing and narrating, witnessing and counting up to our ear, things that the angels said, the facts prior to creation, inhabiting the heart of God himself.

And I bow before the fact that believing is the most powerful. Is more real. More present and more effective than knowing. Because believe it changes my soul. Because the faith has that power.

To transmute the heart, through promises that validate, through promises that support it (because faith is born of the promises) made by single one being that does not have anyone taller for can who to swear.








Per quanto assicurandosi di cose sperate e ciò che non può essere visto?

C'è qualcosa di magico nelle Scritture. Nessun altro rapporto o umano scritto che ha la capacità di bruciare l'anima dentro, di forgiare convinzioni così pazzi e forte come la luce del sole stesso.
Internamente, si accende di ricreare strutture perdute, trascrivere sui nostri sogni il DNA della creazione stessa.
Fantastico sempre sognato dall'uomo. L'uomo conosce il fantastico o bramano per lui, come la brama di Aquila per il cielo sollevare i loro voli altissimi. Quando l'incredibile è stagnante dentro di noi soffocata dalla sofferenza umana, di aggressività, della maleducazione della morte, dal degrado delle cose, ogni giorno il nostro cuore ha gemito.

L'incubo delle tribolazioni, delle guerre urbane e tragedie di tutti, non sarebbe sufficiente a frenare la voglia di trascendere.
Perché l'arte imita la vita e la vostra affrontare continuamente alla morte.
L'impossibile attorno a noi invariabilmente ogni battito di un cuore umano, un corpo di trilioni di cellule in un mondo di particelle non quantificabili, sospesa sopra il vuoto. Perché il pianeta nel nulla se sostiene, arrestato da corde invisibili che legano le stelle, galassie e costellazioni innumerevoli.

E vita ride di ignoto e fede insolentemente motivo, così disperatamente piccolo. La  Scrittura fa uso di parole che sorpassare il lungo, spazzando il futuro come se fosse passato, esponendo i fatti dell'eternità, che cercano di accuratezza delle realtà invisibili di dimensioni mai raggiunte dall'energia o sostanza contenuta nel nostro universo.

Lei, fede, parla di cose di dimensioni impenetrabile di cose fatte di atómos, trascrivendo e narrando, assistendo e contando al nostro orecchio, cose che ha detto gli angeli, i fatti prima della creazione, che abita il cuore di Dio stesso.

E mi inchino prima il fatto che credere è il più potente. È più reale. Più attuale e più efficace di conoscere. Perché credono che cambia la mia anima. Perché la fede ha quel potere.

A trasmutare il cuore, attraverso promesse che convalidare, tramite promette che supportano (perché la fede è nato delle promesse) fatta da sola essendo uno che non ha più alti per chiunque può che giurare.

DT 04.31-perché il Signore vostro Dio è Dio di misericordia e non abbandonerà distruggerti né dimenticare il patto che giurò ai tuoi padri

Deut 4:31-because the Lord your God is God of mercy, and not forsake you nor destroy you, nor forget the Covenant that swore to your fathers

Welington J Ferreira

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Plinio Oliveira Pianista, Cantor, Compositor e Produtor



Transcrição de entrevista com um músico extraordinário chamado Plínio de Oliveira,
concedida ao Portal Net Babillons, músico que esteve a frente de um projeto chamado "Tons do Brasil" que apresentou grandes músicos brasileiros na CNT.

De doutrina espírita, trás consigo alguns conceitos próprios,
expressos de outro modo pelas fabulosas Escrituras,
Afinal o Autor de tudo e Senhor dos anjos sabe mais sobre a vida
do que nós, os músicos, do que nós
que buscamos a verdade. Sempre que discordo de algo que foi dito pelo
Espírito de Deus, normalmente ele vence a discussão.
Mas, não é assim a experiencia dos que querem conhece-lo?
Ter coragem de aprender com ele, apesar de seus estranhos ensinos.
Estranhos e tremendos.

Embora não concordemos com algumas visões espirituais que transmite,
admiramos sua musicalidade e o amor que possui pela musica.
Sua instrumentalidade, e sua vocação pro bom gosto.
E também a parte essencial de sua mensagem,
que musica é dom de Deus,
é presente pra nós,
nós que sem música
não seríamos assim
tão nós.



Perfil

Plinio Oliveira é um Artista polivalente que usa o referencial da diversidade na emoção, quando toca piano, canta, compõe ou produz. Nasceu em Cruz Alta, no Estado do Rio Grande do Sul e ainda criança foi morar em Curitiba, no Estado do Paraná, onde está até hoje. É um apaixonado pela Boa Música e isso lhe proporciona forças para determinadamente difundir boa a música no Estado do Paraná e pelo Brasil à fora. A sensibilidade de Plínio faz com que ele seja, sem dúvida, uma pessoa especial na música brasileira.
Curitiba agrega valores inestimáveis da cultura nacional, um deles é Plínio Oliveira com mais de 12 CDs gravados. É apresentador do programa de televisão "Tons do Brasil", de música popular brasileira.

Entrevista

Portal Net Babillons
Como surgiu seu gosto pela música ?
Plinio Oliveira
Eu devia ter 4 ou 5 anos de idade; embora sempre me diga curitibano, na verdade nasci em Cruz Alta, no estado do Rio Grande do Sul, de onde sai com 5 ou 6 anos de idade. Em qualquer lugar onde vou e dou entrevista sempre falo que sou curitibano, em entrevistas mais íntimas é que eu conto que sou de lá, até porque tem a ver com minha história musical, que é um momento muito bonito, com 4 a 5 anos de idade as pessoas no Rio Grande do Sul tocam acordeão. Então eu via acordeão sendo tocado e nunca me chamou atenção, um dia fui levado à casa de uma pessoa para fazer uma visita e lá tinha um piano e foi a primeira vez que eu senti paixão por aquilo, por brincar. Depois eu já devia estar com 6 anos de idade, correndo na casa de um vizinho, estava tocando no rádio a música "Cálice", do Chico Buarque e Gilberto Gil, lembro direitinho que parei, isso jamais se apagou da minha memória, eu parei de correr, de brincar, ouvi a música até o final e quando acabou eu continuei brincando mas aquilo se impregnou em mim. Então surgiu ali, com 5 ou 6 anos de idade e ao longo do tempo foi tomando dimensões maiores, foi virando uma paixão, na verdade a música é um modo de se conectar com o transcendente, com Deus, com a espiritualidade, com o sentido real da vida, que para mim não é absolutamente captável pelos 5 sentidos. A música é isso, ela tem a possibilidade extraordinária de transformar o palpável em impalpável, a minha paixão pela música é espiritual e surgiu lá na idade dos sonhos.

Portal Net Babillons
Em sua opinião a musicalidade do brasileiro tem contribuído com a boa música ?
Plinio Oliveira
O brasileiro é reconhecido no mundo inteiro, até onde eu sei, até onde li. Todo músico brasileiro é reconhecido como bastante criativo. Eu atribuo isso, como alguns estudiosos, a nossa mistura de raças, a própria condição do clima do nosso país, isso faz com que o brasileiro tenha uma ginga, um suingue, uma capacidade de driblar o impossível, isso contribui absolutamente em todas as áreas. Na música erudita, um pianista brasileiro é mais criativo que um europeu, não significa que ele é melhor, ele é apenas mais inventivo. Um cantor brasileiro, como Milton Nascimento, por exemplo, que é extremamente criativo, ele chama muita atenção internacionalmente, por essa brasilidade; é algo que não se explica, é algo que não se forja. Atualmente eu faço uma crítica muito grande a essa tendência de artificialização dos artistas, dos cantores, onde devagarinho tenta-se apagar algo que é a nossa essência, que é a nossa criatividade o samba no pé, que não é necessáriamente você ter ritmo de samba, mas ter uma relação com a música, com a arte que é visceral, não é uma relação intelectual é uma relação de coração; isso contribui absurdamente com o trabalho de qualquer artista. O brasileiro que quiser ser artista, tem muito mais chance que qualquer pessoa de outro país, porque já está na alma dele.

Portal Net Babillons
Sua inspiração vem de que maneira quando compõe ?
Plinio Oliveira
Sou altamente intuitivo, então, eu aprendi com o tempo que isso se chamava meditação, que é a suspensão do pensamento. Eu tinha um amigo que dizia: "quem não pensa é cachorro...", aquilo eu ouvia e achava engraçado. Mais tarde fui descobrir que quando a gente consegue suspender todos os pensamentos e colocar a mente em um estado de receptividade da natureza, das pessoas, é como se a gente fizesse uma conexão com o pensamento que organiza e sustenta o universo, seja qual for esse pensamento. Mas o processo criativo é altamente intuitivo porque esvazio o pensamento quando vou para o piano. Eu componho por encomenda, às vezes porque estou emocionado com alguma coisa, mas é sempre a partir disso, preciso esvaziar a mente, quando eu esvazio a mente as idéias chegam e graças a Deus tem chegado muitas idéias, tenho mais de 400 músicas escritas e mais de 120 músicas já documentadas e gravadas por mim mesmo e também por outros artistas.

Portal Net Babillons
Existem lugares especiais para você compor ?
Plinio Oliveira
Eu aprecio muito o silêncio, mas não é o silêncio do campo, por exemplo, é o silêncio da cidade, é quando consigo fechar a porta do meu estúdio e me isolar do barulho que tem lá fora, mas se me der vontade de ouvir o barulho abro a porta e ouço. Quando eu estava compondo a minha sinfonia número 1, fui levado pelo patrocinador para um retiro, ele julgou que lá eu comporia melhor, de verdade compus, mas compus melhor no caminho, o tempo que eu levava dirigindo de Curitiba até chegar ao lugar era o tempo que eu compunha, quando chegava lá fazia anotações, ia no teclado e o resto do tempo ficava passeando, não compus lá, depois eu contei para ele que compunha no caminho, mas tudo me ajudou bastante. O lugar tem que ser silencioso, tem que permitir concentração, mas não isolado do mundo. Às vezes termino de compor e ligo para casa e mostro para os meus filhos, para minha noiva, ou para amigos na hora que estou compondo, é uma forma de me comunicar com o mundo.

Portal Net Babillons
Em suas apresentações quais os lugares que mais lhe marcaram positivamente ?
Plinio Oliveira
Os lugares onde pude ser mais verdadeiro; eu julguei que ficaria altamente realizado quando, por exemplo, tocasse no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, é um teatro maravilhoso, eu já havia estado lá e disse: "um dia vou tocar nesse teatro...". No ano passado fui para tocar no Teatro Municipal com a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, que é uma coisa bastante importante. O teatro é maravilhoso, mas aquele ambiente altamente competitivo; eu toquei bem, o público gostou, mas não me sentia acolhido pelo ambiente, pela orquestra, pelos músicos, pelo maestro, eram estranhos e estavam tendo que executar minha obra porque a orquestra tinho sido paga para aquilo. Então achei que lá seria o meu ápice e não foi, o meu ápice tem sido em cidades pequenas. Todo ano vou para São José do Rio Preto - SP, onde a primeira vez que fui cantei para 30 pessoas, na segunda vez foi para 60 e agora na última vez fiz um concerto para 450 pessoas que vão ao teatro para me ver, não por qualquer outra razão, é o lugar onde mais me sinto bem, porque sou altamente verdadeiro e é um público que eu fui construindo com o tempo. É diferente de tocar no Teatro Municipal do Rio de Janeiro ou no Guaíra, em Curitiba - PR, quando vou dentro do meu projeto tocar com um artista como o Oswaldo Montenegro, que é um amigo muito querido, eu toco, faço a abertura, toco junto com ele durante o show, mas as pessoas estão lá para ver o Oswaldo e não para me ver. Já cantei em Porto Alegre - RS para 40 mil pessoas, mas elas não estavam lá para me ver, elas estavam esperando o show do Raça Negra que acontecia no final e eu junto com outros artistas fizemos o festival da abertura. Então percebi que o melhor lugar para o artista tocar, não tem haver com a quantidade de pessoas, ou com a magnificência do espaço, mais com o carinho e a atenção que o público está dando para o que você está fazendo. Tanto que mudei a minha postura hoje; eu tenho dois trabalhos que faço: um é construindo uma carreira, que com o tempo espero ter cada vez mais público, para um dia poder cantar para 10 mil pessoas, mas para 10 mil que estão lá para ouvir o que eu tenho a dizer mesmo, o outro trabalho é aquele que faço, que chamo "por amor", são apresentações que faço e não ganho nada, então estou indo para Florianópolis em setembro vou fazer a abertura de um Congresso pela Unipar, eles disseram: "Plínio e o cachê ?", eu disse: "não tem cachê, para fazer um show cobro R$ 3.000,00, R$ 4.000,00, R$ 5.000,00 mas para tocar para vocês que tem a compreensão do que faço, eu pago para ir". Então são duas posturas bem interessantes, porque o melhor lugar para mim é aquele que as pessoas estão sintonizadas com o que faço e posso ser bem verdadeiro, falar daquilo que acredito sem que as pessoas fique incomodadas com isso.
Eu acho que São José do Rio Preto - SP é o lugar mais marcante.

Portal Net Babillons
O que um artista deve fazer para chegar ao êxito na sua opinião ?
Plinio Oliveira
Eu sou um admirador da música brasileira como um todo, mas tem um artista bastante importante que é o Tom Jobim, li uma entrevista dele que mexeu muito comigo, o Amir Chediack que é um produtor, arranjador e publica livros importantes de música brasileira, perguntou para o Tom: "A que você atribui a importância do seu trabalho?" e o Tom respondeu: "Eu não sabia que estava fazendo uma coisa importante". O êxito, o reconhecimento, você se tornar um artista competente naquilo que faz, portanto, sendo competente você vai ter espaço de trabalho, tem a ver com duas coisas: primeiro a verdade com que você faz aquilo e a dedicação com que você se entrega e a segunda coisa, não a falta de objetividade, mas uma ausência de espera de recompensa. Quando as pessoas me procuram para produzir um disco, que eu trabalho também como produtor para outras pessoas, sempre digo para elas: "Não espere desse disco, desse CD, mais do que o prazer de fazê-lo, porque se você esperar mais do que isso, possivelmente vai se frustrar. Agora se você não esperar nada além do prazer de estar fazendo isso, você não vai se frustar, vai estar feliz em realizá-lo e muitas coisas se desdobrarão a partir daí". Tenho um pensamento de uma professora minha que certa vez disse e que marcou demais: "O contrário do belo não é o feio, o contrário do belo é o falso". Portanto o segredo de você obter êxito artisticamente como qualquer coisa na vida é sendo verdadeiro, se a música tiver no imo da alma, estiver nas veias do coração, estiver dentro do artista, ele já é sucesso, não há nada mais o que fazer.

Portal Net Babillons
Em suas apresentações você costuma tocar qual tipo de obras ?
Plinio Oliveira
Embora tenha estudado música erudita dos 9 anos 16 anos, porque é um processo de aprendizado, que aliás foi o que me fez decidir pela música popular brasileira, hoje sou dedicado a MPB, então os meus compositores e obras prediletas são: Tom Jobim, Chico Buarque, Vila Lobos, naturalmente adoro Beethoven, tem alguns trabalhos que estou passando para o português, algumas canções do Beethoven, do Schumann, Debussy, estou pegando a melodia e colocando letra em português, dentro da música brasileira os craques Milton Nascimento, o maior deles, sem dúvida é Tom Jobim, o segundo: Chico Buarque tanto musicalmente quanto poéticamente, quanto a figura social deles são pessoas indispensáveis para o nosso país, normalmente quando estou no palco executo obras deles. Eles falam do que somos nós, do que poderíamos ser ou ainda do que já fomos e viremos a ser.

Portal Net Babillons
Em sua opinião o povo brasileiro está servido de boa música clássica ou isso ainda não aconteceu ?
Plinio Oliveira
Se a gente interpretar a grande mídia como a intermediadora entre a criatividade e o povo, a arte que é o trabalho de quem lê a alma do povo e traduz isso em verdade, eu vou dizer que não, o povo não está bem servido, porque a mídia, os grandes meios de comunicação de massa, eles tem um compromisso comercial muito severo, muito austero, muito difícil; eu que trabalho com televisão sei o quanto é complicado para uma emissora, como a que exibe o meu programa que é a CNT, o quanto é complicado para pagar as contas no final do mês, então essa preocupação altamente comercial, que infelizmente está inerente a televisão aqui no Brasil, faz com que a televisão não ofereça ao público o que há de melhor, mas o que há de mais fácil, o que é mais digerível em tempo curto.
Uma música bonita, você precisa ouví-la no mínimo 3 vezes para entender o quanto ela é bonita. Na televisão, no rádio não dá para você colocar uma música 3 vezes para ser entendida, se ela não for entendida na primeira audição o público não vai querer ouvir mais, vai mudar de estação, e ao mudar a tv e o rádio perdem audiência, perdem anunciante, perdem dinheiro. Então eu digo que a culpa nem é das emissoras de televisão ou diretores, a culpa é da sociedade como um todo. Nós temos problemas estruturais muito severos na educação, na consciência social, portanto o povo não está bem servido de música pela mídia, mas tem muita música boa sendo feita. Se você entra em uma loja de discos, ou na internet vê a quantidade de coisas, o que precisa é as pessoas serem informadas disso, de que elas precisam ouvir mais de uma vez uma música, para apreciar a beleza dela. A música não é como a beleza exterior de uma mulher, ela é como a beleza interior, você precisa viver muitos anos ao lado de uma mulher verdadeiramente bonita para aprender a amá-la e a música é assim, a verdadeira beleza da música está na essência e para isso, a televisão, o rádio, infelizmente, não estão preparados para fazer esse tipo de trabalho; o que é uma grande pena, porque eles deixam de cumprir a sua grande função e seguem apenas a busca pelo capital, é triste isso!

Portal Net Babillons
As instituições de ensino superior no Brasil tem cumprido o seu papel no que diz respeito a cultura e a arte ?
Plinio Oliveira
Em alguns lugares a gente vê que existe uma movimentação: acadêmicos, professores, reitores, pró-reitores, pessoas com sensibilidade acabam realizando alguma coisa, mas no âmbito geral é uma dificuldade muito grande, eu recebo e-mails de Salvador, Campinas, São Paulo, Pelotas, de várias partes do Brasil onde entra o sinal do meu programa de televisão e o público é feito de pessoas que tem um apuro estético para apreciar a beleza da música brasileira, o importante é ter uma visão crítica muito clara das coisas. Todos eles se reportam a mim, dizendo que é difícil, que todos adorariam ter em Salvador, por exemplo, um projeto de programa de televisão como o nosso: o Tons do Brasil, um projeto de resgate, preservação, documentação da música brasileira, onde eu digo com todo o orgulho que não há "jabá". Nenhum artista paga para participar do meu programa, ao contrário, eles são remunerados para vir participar, nenhuma gravadora está associada ao nosso projeto, a gente faz realmente por compreender que precisa ser feito. Então as universidades não estão cumprindo o seu papel de fomentadoras disso, porque algumas tem enfoque absolutamente comercial, os cursos tem esse enfoque. Lembro quando fui fazer a faculdade de psicologia, cursei mas não conclui, fiz trêz anos para entender que não queria ser psicólogo, que queria só me enriquecer para ser artista, me lembro que na primeira aula a palestrante falou umas vinte vezes a expressão "mercado de trabalho". Aquilo me deixou decepcionado, porque a universidade ao invés de ser fomentadora do conhecimento e do preparo, elas são apenas hoje cursos superiores de profissionalização e dentro desses aspecto não há o estímulo a arte e a cultura, os alunos não são estimulados para isso, a gente vê que boa parte das atividades acadêmicas é de churrasco. Saiu uma pesquisa pelo Instituto Bonilha, em Curitiba-PR, em 1998, dizendo que as empresas classificam como atividade cultural churrasco e isso reflete a mentalidade vigente e vai refletir sobre a universidade. Eu sou uma pessoas que pensa que o indivíduo faz diferença, vou citar um exemplo, havia aqui em Curitiba uma pessoa chamada Lineu Portela, que era ligada a Universidade Católica, infelizmente já faleceu, quando estava vivo havia uma movimentação cultural intensa com a assinatura da Universidade, quando ele partiu, isso feneceu, mais ou menos como aconteceu com produtores televisão no Brasil como Augusto Cesar Vanucci. Então o que está faltanto hoje é que algum universitário idealista, um professor, algum reitor idealista, use a estrutura universitária para permitir que a arte chegue até eles, tem projetos que acontecem, mas diante do que poderia estar sendo feito é triste, porque na década de 70 o berço da música popular brasileira era a universidade, a maior parte dos shows de Elis Regina eram em universidades, idem Toquinho, Vinícius hoje em dia não tem, você não consegue juntar alunos e fazer com que a universidade se engage para isso. Eu faço uma critica severa em relação a isso, as universidades precisam assumir o seu papel de fomentadores, preservadores e produtores de cultura.

Portal Net Babillons
Por que, em sua opinião, a boa música ainda não se popularizou no Brasil ?
Plinio Oliveira
Tem um dado interessante, falei da Elis agora pouco, o Roberto Menescau que foi quem produziu um dos mais importantes discos da música brasileira que é "Elis e Tom 74", ele me contou quando estive com ele no ano passado que os discos da Elis que vendiam mais, vendiam 10 a 15 mil cópias, era pouca gente recebendo aquela música; hoje em dia você tem um Djavan que vende 1 milhão de cópias. Então na verdade a gente tem a popularidade de alguns artistas, de alguns modelos de música que conseguem algo que eu respeito muito, que é ser criativo e ao mesmo tempo atender a demanda de mercado, que é o grande mistério do trabalho artístico; isso é ser criativo como Djavan, Caetano Veloso e conseguir vender 1 milhão de discos, então de uma certa forma existe essa popularização, porém o que não há, e ai existe uma série de questões a se levantar, o que acontece é que muitos talentos novos não são absorvidos pela sociedade porque ela não está aberta a absorvê-los, isso é uma questão educacional. As nossas crianças são seduzidas para ouvir o que está na moda, pelo consumo e deixam de ter uma visão crítica das coisas.

comunicação.

Lembro quando levei o meu filho, na época com 6 anos, para escolher um disco e ele queria comprar um que era de um grupo da moda, eu disse tranquilamente: "meu filho esse grupo é tão fraquinho", porque como educador e pai eu tinha o dever de dizer a realidade, disse eles cantam direitinho, o disco é bem gravado, mas eram fracos, porque eram uma cópia infiel e desleal de um grupo da década de 70, que era interessante naquela época; disse que era interessante, mas tinham outras opções. Depois falei de cada opção, do que tinha de bom numa e ruim na outra, e concluí você é quem decide, também falei da música erudita, de Bach que é uma música muito boa, mas que exige que se preste muita atenção. No final ele me surpreendeu quando pegou um CD com Canções de Natal do Ursinho Puff. Então existe uma falta de postura da sociedade em educar as crianças para que elas apreciem música e tenham senso crítico, para que elas escutem e a gente converse a respeito disso. Isso vai fazer com que nossos talentos não sejam absorvidos, porque as pessoas não querem ouvir. Será que é preciso uma pessoa colocar uma melancia na cabeça para se prestar atenção nela ? Eu penso absolutamente diferente disso. Então a boa música não está popularizada como deveria estar, porque este país e o mundo precisa remodelar a idéia de educação, descobrir quais são os reais valores e isso é um trabalho uno, eu estou fazendo a minha parte como artista, como educador, como pai. É um trabalho muito grande, mas espero que daqui a uns 300 a 500 anos, esses 6 bilhões de habitantes do planeta, que até lá serão uns 10 bilhões vão estar apreciando um pouquinho mais um Bethoven, um Cartola e parar de ir atrás desses modismos que representam mais o preenchimento de um vazio existencial. O assunto é bastante longo e profundo, mas em termos básicos eu digo que a boa música não está popularizada, porque a sociedade não valoriza a espiritualidade, o bem, a paz; o sujeito diz que quer a paz, mas com uma pedra na mão direita e uma faca na mão esquerda.

Portal Net Babillons
A boa música está acima dos modismos da música popular do planeta Terra, ela permanece sempre viva e atual. A que se deve esse existir ?
Plinio Oliveira
Eu acho que a boa e verdadeira música vem de Deus e para mim a maior manifestação de Deus é a força da vida que habita cada um de nós. Quando essa força se manifesta artisticamente ela se torna perene e eterna como o próprio criador de tudo. A diferença é esta: a boa música vem do espírito que é onde habita o criador. Eu tenho uma saudação que faço no final de meus shows, que é o "namaste", uma saudação em sânscrito, que significa: "Deus dentro de mim, saúda Deus dentro de você". A música que tem essa pureza vai durar eternamente, a música que não tem, vai passar.

Portal Net Babillons
Por que de maneira geral as rádios e redes de televisão do Brasil não inserem em suas programações a boa música ?
Plinio Oliveira
É como eu disse agora há pouco, a televisão precisa atender a resposta do público e aí também falta um pouquinho de ousadia. A Rede Globo consegue fazer 40 pontos no IBOPE eu com o programa Tons do Brasil faço 3, mas a gente está mostrando que é possível. Três pontos de audiência no Rio de Janeiro é bastante significativo, em Curitiba - PR 3,5 a 4 pontos que a gente faz, às vezes, é bastante para um programa altamente segmentado. O que falta mesmo é a televisão ter um pouco mais de ousadia, eu proponho sempre quando falo a respeito disso, um sonho, talvez uma utopia não sei até que ponto, que é o que já se chama Pacto Social da Comunicação. É utópico porque iria requerer que os donos da redes de televisão passassem a competir com a qualidade e não com a banalidade. Se esse tipo de decisão fosse tomada o país iria mudar, porque nosso país assiste muita televisão, ouve muito rádio, mas para isso é preciso reeducar a sociedade e isso demora, mas eu não vou desistir.

Portal Net Babillons
Como artista você tem quantos anos de carreira profissional ?
Plinio Oliveira
Eu comecei a estudar piano aos 9 anos de idade, minha primeira apresentação que vou chamar de profissional foi aos 16 anos num Festival de Música; estou com 34 para 35 anos, portanto são quase 19 anos de trabalho. Meu primeiro CD eu lançei em 1995 e agora em 2002 estou lançando meu décimo disco. Tenho 146 programas de televisão que produzi desde 1997 até aqui. Shows eu já perdi a conta de em quantos lugares já me apresentei. Ainda é pouco, tem muito mais por fazer.

Portal Net Babillons
Quantos CD´s, álbuns, você já consegui gravar ?
Plinio Oliveira
Meus, estou produzindo o décimo, como produtor de outros discos mais de 40 CDs, desde a Orquestra da Universidade de Londrina, Festival de Música Popular de Cascavel, das crianças cantando na janela do Palácio da Avenida, fui produtor em 1994 e 1996. Dos meus discos, o primeiro que produzi foi o "Vôos da Alma", música instrumental voltada para a World Music, a antiga New Age, o segundo disco se chama "A Namaste", no CD estão as minhas músicas espiritualistas, o terceiro disco foi "Iluminati", de novo música instrumental reportando ao Egito, depois "Mundo Criança", um disco de música infantil, depois a minha sinfonia, depois um disco sobre Francisco de Assis, depois "Um Livro Chamado Transcender", depois "O Caminho do Arco-Íris" e agora "12 Fantasias" que também é um disco de música instrumental e no segundo semestre de 2002 eu gravo o meu primeiro DVD que é "Plínio Oliveira In Concert", vai ser um DVD com distribuição mundial.

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Como surgiu o gosto pelo piano, em sua vida ?
Plinio Oliveira
Para se ter idéia da paixão que tenho pelo piano, quando eu tinha 10 anos de idade já tocava piano há um ano e já morava em Curitiba - PR, minha família viajou para o interior Rio Grande do Sul para visitar um parente. Nós ficamos 15 dias numa cidade que não tinha piano e eles não conheciam alguém que tivesse este instrumento, eu chorei os 15 dias de saudade do piano. O piano é uma extensão do meu corpo e a paixão começou lá aos 5 anos de idade quando vi o piano pela primeira vez. Mais tarde minha avó contou que eu brincava com o acordeão, mas eu o virava e tocava com as duas mãos sem nunca ter visto um piano, isso com 4 anos de idade e o meu irmão de criação ficava bombeando o acordeão para eu tocar com as duas mãos, eu não achava que aquilo tinha que ser tocado só com a mão direira. É curioso porque até hoje o meu irmão continua bombeando, porque ele é um dos meus auxiliares técnicos, então eu continuo tocando e ele lá mexendo a sanfona. Então o piano começou assim descobri a magia do som ali. O meu último dia de vida vai ser assim, eu vou fazer uma palestra, vou sentar ao piano e cantar as minhas canções, então vou para casa adormecer e partir da vida. A última coisa que eu quero fazer na vida é sentar ao piano e cantar.

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Você tem como projeto de vida profissional tocar em algum lugar muito especial ?
Plinio Oliveira
Tenho, é uma coisa tão simples e eu espero realizar ainda esse ano pelo que está se desenhando em relação a patrocínio. Eu quero fazer um concerto meu, num parque, preferencialmente o Parque Barigui, vou pedir para que todas as pessoas venham com roupa branca e todos sentados na grama; eu vou estar ao piano cercado por uma orquestra, vou cantar todas as músicas, as principais do repertório brasileiro que falem do amor, da paz, da saudade, da alegria, da felicidade. Estamos planejando fazer isso esse ano, se não for esse ano será algum dia e quando for, vai acontecer sempre, porque, depois que as pessoas viverem essa experiência, quem sentir um décimo do que sinto de emoção quando faço a minha música, quando toco o meu piano, vai querer sentir isso sempre. A minha ambição é levar a música para um número cada vez maior de pessoas e de graça, tem que ser um concerto gratuito, porque as pessoas tem que receber de graça o que eu tenho recebido de graça da vida, a minha inspiração.

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Curitiba - Paraná é considerada nacionalmente como capital dos lançamentos culturais e comerciais. Isso para você, como artista, é significativo ? Por quê ?
Plinio Oliveira
Tem, porque fora daqui existe essa percepção. Quando eu fui para o Rio de Janeiro conversar com o Francis Haimmer, ele disse: "Se você é de Curitiba, é porque o que você faz é bom!" Fora daqui existe essa percepção, que se alguém faz alguma coisa em Curitiba é porque é bem feita. Mas internamente isso não é verdade, essa é uma percepção externa. Internamente o público curitibano é mais preocupado com o conforto, com a disciplina do horário, do que preparado para apreciar a beleza do que tem no palco, ele é mais preocupado com o ar condicionado, em sentar num acento pelo qual ele pagou para sentar, do que em compreender a obra. Então a minha experiência tem mostrado que dos vários shows que já fiz que se você começa o show na hora, que se está bem iluminado, que se o som não está machucando os ouvidos, se a pessoa pagou o ingresso e foi bem recebida, se o ar condicionado estava agradável ele vai achar aquilo maravilhoso, pode ser a pior coisa no palco, ele vai levantar e aplaudir de pé. Porque o público curitibano, também infelizmente como no resto do país, não está preparado para realmente mergulhar na beleza do que está se apresentando ali. O contrário também é verdade, você põe um excelente músico, mas está meio calor, o ar condicionado está ruim, o acento está ruim, tem um negócio na frente, eles vão achar horrível. Então a percepção de que Curitiba é um lugar onde se lança coisas é mais fora daqui, não é verdade. Quando dizem que se o negócio faz sucesso em Curitiba é porque é muito bom, é porque o povo curitibano é tímido demais, para o curitibano sair de casa e assistir alguma coisa, ou é porque é um ator global, ou é porque o negócio é muito bom mesmo. Então nesse aspecto eu tenho sido beneficiado, embora tenha pouco público nos shows, o maior que eu tive foi um com Oswaldo Montenegro tinha 1.800 pessoas, normalmente tem 700 a 800 pessoas, que é um ótimo público para Curitiba, mas quando aconteceu é porque tinha um artista de grande mídia que é o Oswaldo. As pessoas não tem o hábito de sair de casa para ver o desconhecido, um povo que tem senso cultural teria esse hábito, esse hábito não é do curitibano, é do paulista e do carioca. Por isso eu digo o contrário, selo de qualidade é você ir fazer temporada no Rio e São Paulo, fazer temporada em Curitiba quer dizer apenas que você é bem organizado, que também tem o seu valor.

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A Internet tem contribuído em sua carreira ?
Plinio Oliveira
Significativamente de duas formas. Estou associado ao site MP3, que é um site muito interessante, que as pessoas fazem download de música e isso permitiu, por exemplo, que eu recebesse um convite de um cineasta americano para usar uma música minha em um filme, um filme classe C em orçamento mas, classe A em roteiro. Permitiu-me contato com um dos gênios da música do mundo hoje, que é o Gabriel Yared, ganhador de Oscars, eu ouvi musicas dele, ele ouviu músicas minhas, a gente se corresponde. Então a Internet está permitindo algo que eu jamais conseguiria se dependesse da indústria fonográfica. Tenho discos que são vendidos no Japão, na Islândia, na Dinamarca, no interior dos Estados Unidos, no Alabama tem gente que conhece Plínio Oliveira e eu não faço parte da indústria fonográfica, sou produtor independente, tudo graças a internet. Eu ainda não estou usando a ferramenta internet como deveria ser usada, mas pretendo, cada vez mais, utilizá-la melhor. O meu site está hospedado na Netpar em Curitiba, isso dificulta um pouco, porque tenho que ter o próprio domínio, já estamos resolvendo isso. Sou bastante grato a internet, principalmente porque ela provou uma tese que eu tinha desde criança, desde os meus 10 ou 12 anos de idade, eu dizia que no futuro o artista não teria só o direito, mas o dever de ser independente. Eu sou totalmente independente, quando vou na internet e autorizo o download de uma música minha, ela pertence a mim e a mais ninguém, se decidir que não quero ganhar mais nada com aquilo, está decidido. O que não acontece com artistas que tem suas obras vinculadas a editoras, porque se a editora falar não, não adianta ele querer autorizar, porque a editora vai ganhar, porque faz parte do comércio. Então a internet realmente democratiza o acesso a música e a arte. Quando cada casa desse planeta tiver um computador, a gente vai ter muito mais gente produzindo, a relação com a música vai mudar, não vai mais existir mitos como Michael Jackson, Madona, isso vai cair, não vai ter mais. Você vai ter mais respeito e mais proximidade com o teu vizinho que é compositor, você vai acessar internet e vai atravessar a rua para escutar música na casa dele, é como eu imagino.

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Deixe uma mensagem de progresso edificante para o Universitário brasileiro, que deseja fulgurar como um profissional de êxito ?
Plinio Oliveira
Eu sou apaixonado por biografias, já li dezenas de biografias e todas que eu li desde Temudjin, que é Gêngis Khan até o Ghandi, Martin Luther King, Madre Teresa de Calcutá, Einstein, desde um perverso como Hitler, todos eles mudaram o mundo, não quando foram estadistas, quando ganharam um prêmio Nobel, ou quando foram reconhecidos como libertadores, como Ghandi, eles mudaram o mundo quando tinham 16 anos de idade e deciram acreditar na sua verdade, acreditar que era possível viver um tempo melhor. Então o que eu tenho a dizer para os jovens é que eu mesmo decidi dar a minha contribuição para alteração do mundo aos 16 - 17 - 18 anos que é a idade que as pessoas estão entrando na faculdade. Por isso eu diria ao universitário, não desista de sonhar, o sonho alimenta a vida, não deixe essa chama, essa fé que você tem de mudar as coisas, é isso que faz um grande profissional, foi isso que fez Thomas Edson, Benjamim Franklin, foi isso que fez Tom Jobim, é isso que faz diferença, é você continuar sonhando, pessoas que tem 40 anos de idade e que tem a ousadia de um jovem de 18. O que eu tenho para dizer ao universitário é que ele continue ousado, se o jovem deixar de aceitar essa canga que colocam em cima da gente, essa carga de que somos números, você não é um consumidor, você é uma pessoa, você não é um número, você tem um nome, é isso que eu tenho a dizer para os universitários.

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Atualmente você vem desenvolvendo um projeto extremamente importante para a cultura brasileira, nós gostaríamos que você falasse sobre ele ?
Plinio Oliveira
O projeto é o "Tons do Brasil", eu o comecei em 1997, no dia 12 de julho foi ao ar pela primeira vez, tenho um recorte de jornal que guardo com muita gratidão, onde o Estado do Paraná publicou uma matéria dizendo assim: "Maestro Curitibano Coloca 9 Minutos de Boa Música Brasileira no Ar para Competir com a Banalização da Cultura Nacional". Porque o programa começou com 9 minutos e hoje ele tem 1 hora de duração e não passa só em Curitiba, passa em várias cidades do Brasil. A idéia é simples trazer para a televisão, shows de música brasileira, resgatando, documentando e às vezes, até em alguns momentos, contextualizando e dando significado para músicas que são tão fortes, que tem aquilo que falo, a coisa da verdade e da beleza, que as pessoas conhecem mas não lembram, ou não conhecem e deveriam conhecer. O programa atualmente traz mensalmente para o Teatro Guaíra aqui em Curitiba-PR, que é um dos maiores da América Latina, um artista significativo para a música brasileira; já vieram: Beto Guedes, Francis Haime, Jane Dubock, Miucha, Zé da Velha e Severo Pontes, Os Cariocas, Marcos Vale, Leni Andrade, Guinga, Fátima Guedes, Vagner Tizo, a lista é enorme, já gravei com Ivan Lins, muita gente boa já passou pelo programa e muita gente vai continuar passando. É legal porque a gente faz ingressos a preços populares, eu digo isso ao público com o maior orgulho, que o meu lucro como produtor seria a bilheteria, tenho um patrocinador que é a Sul América Seguros, que paga as despesas de produção e o acordo é assim, eles pagam as despesas de produção e eu fico com a bilheteria. E para garantir que as pessoas possam ir, faço um bilhete muito barato e ainda dou metade para uma instituição beneficente. Este mês o concerto show é com Cesar Camargo Mariano, marido da Elis Regina e parte da renda vai para o Hospital Erasto Gaertner, digo parte porque 35% vai para custos do Teatro, ECAD, ISS, então dos 65% restantes metade vai para o Hospital Erasto Gaertner. Isso dá uma dimensão muito especial para o projeto, porque as pessoas vêem que por traz de uma idéia assim não pode estar a ambição, o capital, por trás disso está o ideal e esse ideal tem mantido as coisas. É um projeto muito importante, vai ser lançado em DVD e vai ter distribuição mundial do "Tons do Brasil" que é a primeira documentação em vídeo de música brasileira que vai ser comercializada, tem projetos muito bons da TV Cultura, mas no perfil do nosso no Brasil é o único. Eu digo com todo o orgulho, você que ligar a televisão no "Tons do Brasil", você nunca vai ouvir banalidade, jamais, você pode até não gostar da música que está tocando alí, mas você nunca vai poder dizer que é banal, trivial, ou feita para ganhar dinheiro. É um projeto da minha vida, talvez eu morra fazendo o "Tons do Brasil", talvez faça até um ponto e depois entregue para o mundo e toque minha carreira adiante.



Curitiba - PR, 06 de Agosto de 2002

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Adoração em Japonês

Quantos musicos são necessários

Músicos para trocar lâmpadas...
Quantos violistas são necessários para se trocar uma lâmpada?
Todos os que estiverem presentes vão se oferecer e prestar ajuda uns aos outros. Afinal, eles não estão fazendo nada mesmo.
Quantos maestros são necessários para se trocar uma lâmpada?
Não se sabe, ninguém nunca prestou atenção nisto antes.
Quantos críticos de arte são necessários para se trocar uma lâmpada?
Eles não sabem como se troca uma lâmpada, mas com certeza vão achar muitos defeitos na forma como você o fizer.
Quantos violinos spalla são necessários para se trocar uma lâmpada?
Um spalla jamais vai se dignar a trocar uma lâmpada, afinal ele afinou todas as lâmpadas antes e estava junto com o maestro: se a lâmpada não entrou, isso é problema dela. Aliás, ele já havia comentado com o maestro a respeito da qualidade das lâmpadas da orquestra.
Quantos contrafagotistas são necessários para trocar uma lâmpada?
Se você precisar de mais do que um, vai ficar no escuro.
Quantos percussionistas são necessários para se trocar uma lâmpada?
Nenhum, pois eles não fazem a menor idéia de onde estão, quanto mais a lâmpada.
Quantos trompistas são necessários para se trocar uma lâmpada?
Pelo menos dois:
- Psiu (sussurro), onde está a lâmpada que queimou?
- Não sei, mas acho que estávamos há pouco na letra "F".
Quantos oboístas são necessários para se trocar uma lâmpada?
Apenas um, mas ele vai preferir usar lâmpadas feitas por ele mesmo.
Quantos violoncelistas são necessários para se trocar uma lâmpada?
Nenhum vai se prontificar. Ele vai preferir ficar na sua, não se envolver, antes que alguém sugira trocá-lo, ao invés da lâmpada.
Quantos contrabaixistas são necessários para se trocar uma lâmpada?
Como a lâmpada queimou muito depressa, eles ainda estão confusos e não perceberam o porquê de estar escuro.
Quantos editores são necessários para se trocar uma lâmpada?
Apenas um, mas, na verdade, quem vai trocar a lâmpada é você mesmo, ele apenas vai dizer onde está a escada, a caixa com as lâmpadas novas, como você deve abrir a escada e tirar a lâmpada da embalagem. E ainda vai fazer com que você seja muito grato a ele por isso.
Quantos primeiros violinos são necessários para se trocar uma lâmpada?
E o que você está fazendo aí que ainda não trocou?
Quantas violas-da-gamba são necessárias para se trocar uma lâmpada?
Naquele tempo não existiam lâmpadas, por que não usamos velas, assim ficará mais fiel ao original.
Quantos flautistas são necessários para se trocar uma lâmpada?
Um, mas não tenha pressa, porque ele vai colocar a lâmpada para fora e para dentro do soquete várias vezes até achar que está bom.
Quantos segundos-violinos são necessários para se trocar uma lâmpada?
Um, mas ele vai protestar porque sempre fica com a parte menos importante, e que os primeiros violinos também deveriam trocar umas lâmpadas de vez em quando.
Quantas harpistas são necessárias para trocar uma lâmpada?
Três, enquanto uma troca a lâmpada as outras duas falam mal da sua técnica.
Quantos compositores são necessários para se trocar uma lâmpada?
Um, mas somente após esgotadas as enormes possibilidades expressivas da escuridão.
Quantos pianistas acompanhadores são necessários para trocar uma lâmpada?
Ele vai achar melhor esperar, pois quem sabe a lâmpada entre no compasso seguinte.
Quantos copistas são necessários para se trocar uma lâmpada?
Um só, mas certifique-se de que ele não colocou de volta a lâmpada queimada por engano.
Quantos clarinetistas são necessários para se trocar uma lâmpada?
Apenas um, mas ele vai querer uma caixa cheia de lâmpadas novas para escolher a melhor.
Quantas sopranos são necessárias para trocar uma lâmpada?
Nenhuma, isso é trabalho para o acompanhador.
Quantos trombonistas são necessários para trocar uma lâmpada?
Todos os que estiverem por perto. Eles vão se reunir e, após um deles trocar a lâmpada, vão a um bar para comemorar o resultado. E viva as lâmpadas!
Quantos tubistas são necessários para trocar uma lâmpada?
Nenhum. Ele vai solidarizar-se com a lâmpada, afirmando que é uma situação muito triste e já aconteceu com ele.
Quantos arquivistas são necessários para se trocar uma lâmpada?
Quatro. Um tenta colar a lâmpada velha com durex, outro procura no catálogo de lâmpadas, dando preferência àquelas que vêm com partes separadas e o terceiro vai ver na ECAD quais as implicações legais da troca. O último fica repetindo "eu disse que isso ia acontecer!".
Quantos produtores são necessários para se trocar uma lâmpada?
Não sei, o que você acha?
Quantos tecladistas são necessários para se trocar uma lâmpada?
É melhor não pedir, pois ele vai querer uma lâmpada digital, importada, modelo EXP-3-Y-400, que custa $5430 dólares e 45 cents, mais o imposto.
Quantas mezzo-sopranos são necessárias para trocar uma lâmpada?
Nenhuma. Ela vai cair em prantos ao saber da triste sorte da pobre lâmpada queimada.
Quantos violonistas são necessários para trocar uma lâmpada?
Cinco. Um troca a lâmpada enquanto os outros quatro observam e dizem: "puxa, acho que eu também consigo fazer isso".
Quantos trompetistas são necessários para se trocar uma lâmpada?
"Fui eu que entrei errado?" ou "Agora eu sou obrigado a saber da parte das lâmpadas também?!"
Quantos 'Thèrèministas' ou 'Ondes-martenistas' são necessários para se trocar uma lâmpada?
Nenhum. Eles têm medo de chegar perto de equipamentos elétricos.
Quantos violinistas são necessários para se trocar uma lâmpada?
Provavelmente você não vai achar nenhum. Quando as luzes acabaram, eles acharam que não haveria mais ensaio, arrumaram suas coisas e foram embora.
Quantos fagotistas são necessários para se trocar uma lâmpada?
Esses você encontra, porque eles ainda estarão desmontando seus instrumentos e limpando chaves com papel de cigarro.
Quantos solistas são necessários para se trocar uma lâmpada?
É melhor não pedir-lhes, porque ou vão recusar-se de forma indignada, dizendo que são eles que devem brilhar ou que se a lâmpada queimada não era a deles, que pouco importava. Além disso, se um solista aceitar, pode ser que ele não queira descer da escada depois.
Quantos pianistas são necessários para se trocar uma lâmpada?
Nenhum pianista vai aceitar fazer alguma coisa que pode ser feita com apenas uma das mãos.
Quantos cornes-ingleses são necessários para se trocar uma lâmpada?
Nenhum vai querer, afinal, eles já têm que trocar de instrumento, ninguém nunca falou nada sobre trocar lâmpadas.
Quantos saxofonistas são necessários para se trocar uma lâmpada?
Esqueça. Provavelmente ele vai querer trocar por uma lâmpada púrpura - arroxeado, para "dar um clima".
Quantos organistas são necessários para se trocar uma lâmpada?
Já estava na hora de arrumar uma lâmpada melhor. Desta vez que seja uma lâmpada com três manuais e pedaleira de duas oitavas e meia, senão eu prefiro a queimada.
Quantos musicólogos são necessários para se trocar uma lâmpada?
Uns dez. Dois deles devem registrar todas as atividades realizadas pela lâmpada que será trocada, mais quatro para catalogar o resultado obtido pelos dois primeiros, enfatizando a historicidade dessas informações. Um musicólogo deverá verificar a autenticidade da lâmpada nova e certificar-se de suas contribuições. Todo o processo deverá ser registrado e publicado nos anais da Sociedade Brasileira de Musicologia.

Musicians to change light bulbs.
How many violistas are needed to change a light bulb?
All who are present will offer and provide assistance to each other. After all, they're not doing anything.
How many conductors are needed to change a light bulb?
No one knows, no one ever paid attention to this before.
How many art critics are required to change a light bulb?
They don't know how to change a light bulb, but you sure will find many flaws in the way you do.
How many violins concertmaster are needed to change a light bulb?
A concertmaster never deigns to change a light bulb, he tuned every bulb before and was along with the maestro: If the lamp has not entered, that's her problem. In fact, he had already talked with the conductor about the quality of the lamps of the Orchestra.
How many contrafagotistas does it take to change a light bulb?
If you need more than one, will be kept in the dark.
How many percussionists are required to change a light bulb?
No, because they don't have the slightest idea of where they are, the more the lamp.
How many trompistas are needed to change a light bulb?
At least two:
-Psst (whisper), where is the lamp that burned?
I don't know, but I think we were just on letter "F".
How many oboístas are needed to change a light bulb?
Only one, but he will prefer to use lamps made by himself.
How many cellists are needed to change a light bulb?
None will be ready. He will prefer to stay in, not to get involved, before anyone suggests trade him instead of the lamp.
How many play the bass are needed to change a light bulb?
As the lamp burned too fast, they are still confused and didn't understand why be dark.
How many editors are needed to change a light bulb?
Only one, but, in fact, who will change the bulb is yourself, he will only say where is the ladder, the box with the new lamps, as you must open the stairs and remove the bulb from its packaging. And it's going to cause you to be grateful to him for that.
How many first violins are needed to change a light bulb?
And what are you doing in there that hasn't changed?
How many violas da gamba are needed to change a light bulb?
At that time there were no lamps, why don't we use candles, so will be more faithful to the original.
How many flutists are needed to change a light bulb?
One, but take your time, because it will put the bulb in and out of socket several times until you feel you are good.
How many seconds-violins are necessary to change a light bulb?
One, but he will protest because always gets the least important, and that the first violins also should change some light bulbs from time to time.
How many harpists are needed to change a light bulb?
Three, while an exchange the bulb the other two speak ill of his technique.
How many composers are required to change a light bulb?
One, but only after all the enormous expressive possibilities of darkness.
How many pianists facilitators are needed to change a light bulb?
He's going to think better wait because who knows the lamp between the compass.
How many copyists are needed to change a light bulb?
One, but make sure he doesn't put back the dodgeball lamp by mistake.
How many clarinettists are needed to change a light bulb?
Only one, but he will want a box full of new lamps to choose the best.
How many sopranos are needed to change a light bulb?
No, this is a job for the accompanist.
How many trombone players are needed to change a light bulb?
Everyone around. They will meet and, after one of them change the bulb, go to a bar to celebrate the result. And long live the lamps!
How many tubistas does it take to change a light bulb?
No. He will commiserate with the lamp, stating that it is a very sad situation and it happened to him.
How many archivists are necessary to change a light bulb?
4. One tries to paste the old lamp with durex, another search in the catalogue of lamps, giving preference to those that come with separate parts and the third will see on what legal implications of ECAD Exchange. The last keep saying "I told you this would happen!".
How many producers are required to change a light bulb?
I don't know, what do you think?
How many keyboardists are needed to change a light bulb?
It's best not to ask, since he will want a digital lamp, imported, EXP-model 3-Y-400, which costs $ $5430 and 45 cents, plus tax.
How many Mezzo-Sopranos are needed to change a light bulb?
No. She will fall into tears upon learning of the sad fate of the poor bad bulb.
 
How many guitarists does it take to change a light bulb?
Five guitarrists. A Exchange a lamp while the other four are watching and say: "Gee, I think I can do that".
How many trumpeters are needed to change a light bulb?
"I entered wrong?" or "Now I'm forced to learn on the part of lamps too?!"
How many ' Thèrèministas ' or ' martenistas '-Ondes are necessary to change a light bulb?
No. They are afraid to go near electrical equipment.
How many violinists are needed to change a light bulb?
You probably won't find any. When the lights are over, they thought there would be more rehearsal, packed their things and left.
How many players are needed to change a light bulb?
These you can find, because they will still be disassembling their instruments and cleaning keys with cigarette paper.
How many soloists are required to change a light bulb?
It's best not to ask them, because either will refuse so outraged, saying they should Flash or the bad bulb was not theirs, that didn't matter. In addition, if a soloist accept, it could be that he doesn't want to go down the stairs later.
How many pianists are needed to change a light bulb?
No pianist will agree to anything that can be done with one hand.
How many horns-English are needed to change a light bulb?
Neither will it be, after all, they already have to change instrument, no one ever said anything about changing light bulbs.
How many saxophonists are needed to change a light bulb?
Forget it. He probably will want to trade for a Purple-Purple lamp, to "give a climate".
How many organists are needed to change a light bulb?
It's about time to get a better lamp. This time it's a lamp with three manuals and pedal unit of two octaves and a half, but I prefer the burning.
How many musicologists are needed to change a light bulb?
10. Two of them shall register all activities carried out by the lamp to be replaced, four more to catalogue the result obtained by the first two, emphasizing the historicity of this information. A musicologist should verify the authenticity of the new lamp and make sure their contributions. The whole process should be registered and published in the annals of the Brazilian society of Musicology.
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Musiciens pour changer les ampoules.
Violistas combien faut-il pour changer une ampoule ?
Tous ceux qui sont présents offrira et fournir une assistance à l'autre. Après tout, ils ne font rien.
Combien de conducteurs sont nécessaires pour changer une ampoule ?
Personne ne sait, personne ne jamais prêté attention à ça avant.
Les critiques d'art combien sont nécessaires pour changer une ampoule ?
Ils ne savent pas comment faire pour changer une ampoule, mais bien sûr, vous y trouverez de nombreux défauts dans votre façon de que faire.
Combien de premier violon violons sont nécessaires pour changer une ampoule ?
Un violon solo jamais daigne changer une ampoule, il écoute chaque ampoule avant et était en compagnie du maestro : si la lampe n'est pas entré, c'est son problème. En fait, il avait déjà parlé avec le chef d'orchestre sur la qualité des lampes de l'orchestre.
Contrafagotistas combien faut-il pour changer une ampoule ?

Si vous avez besoin de plus d'un, seront conservés dans l'obscurité.

Combien de percussionnistes sont nécessaires pour changer une ampoule ?

Non, parce qu'ils n'ont pas la moindre idée d'où ils sont, la plus la lampe.

Trompistas combien faut-il pour changer une ampoule ?

Au moins deux :

-Psst (whisper), où est le feu qui a brûlé ?

Je ne sais pas, mais je pense que nous étions juste sur la lettre « F ».

Oboístas combien faut-il pour changer une ampoule ?

Seul, mais il préférera utiliser des lampes faites par lui-même.

Violoncellistes combien faut-il pour changer une ampoule ?

Rien ne sera prêt. Il préférera rester dans, pas à s'impliquer, avant que quelqu'un propose le commerce plutôt que la lampe.

Combien jouer la basse est nécessaires pour changer une ampoule ?

Comme la lampe brûle trop vite, ils sont encore confus et ne comprenais pas pourquoi être sombre.

Combien d'éditeurs sont nécessaires pour changer une ampoule ?

Seul, mais, en fait, qui va changer l'ampoule est vous-même, il vous dira seulement où est l'échelle, la boîte avec les nouvelles lampes, que vous devez ouvrir l'escalier et retirez l'ampoule de son emballage. Et il va vous amener à être reconnaissants envers lui pour cela.

Combien de premiers violons sont nécessaires pour changer une ampoule ?

Et que faites-vous là qui n'a pas changé ?

Combien violes de gambe sont nécessaires pour changer une ampoule ?

A cette époque il y n'avait aucun feu, pourquoi n'utilisons-nous pas bougies, donc sera plus fidèle à l'original.

Flûtistes combien faut-il pour changer une ampoule ?

Un seul, mais prenez votre temps, car il mettra l'ampoule dans et hors de la prise plusieurs fois jusqu'à ce que vous sentez que vous êtes bon.

Combien de secondes-violons sont nécessaires pour changer une ampoule ?

Un, mais il va protester parce que toujours obtient le moins important, et que les premiers violons aussi devraient changer quelques ampoules de temps en temps.

Harpistes combien faut-il pour changer une ampoule ?

Trois, tout en un échange l'ampoule et les deux autres disent du mal de sa technique.

Combien de compositeurs sont nécessaires pour changer une ampoule ?

L'un, mais seulement après tous les énormes possibilités expressives des ténèbres.

Animateurs de pianistes combien sont nécessaires pour changer une ampoule ?

Il va penser que mieux attendre, parce que qui sait la lampe entre la boussole.

Copistes combien faut-il pour changer une ampoule ?

Un seul, mais assurez-vous qu'il n'est pas remettre en place la lampe de dodgeball par erreur.

Clarinettistes combien faut-il pour changer une ampoule ?

Seulement un, mais il voudra une boîte pleine de nouvelles lampes de choisir le meilleur.

Sopranos combien faut-il pour changer une ampoule ?

Non, c'est un travail pour l'accompagnateur.

Combien de joueurs trombone est nécessaires pour changer une ampoule ?

Tout le monde autour. Ils répondent et, après que l'un d'eux changer l'ampoule, aller dans un bar pour fêter le résultat. Et vive les lampes !

Tubistas combien faut-il pour changer une ampoule ?

No Il va compatir avec la lampe, déclarant que c'est une situation très triste et il lui est arrivé.

Archivistes combien sont nécessaires pour changer une ampoule ?

4. On essaye de coller la lampe avec durex, une autre recherche dans le catalogue de lampes, donnant la préférence à ceux qui viennent avec les parties séparées et la troisième verra sur quelles incidences juridiques de l'échange ECAD. Le dernier continuez à dire « Je vous ai dit cela arriverait! ».

Combien de producteurs est tenus de changer une ampoule ?

Je ne sais pas, que pensez-vous ?

Claviéristes combien faut-il pour changer une ampoule ?

Il est préférable de ne pas demander, car il voudra une lampe digital, importée, EXP-modèle 3-Y-400, qui coûte $ $5430 et 45 cents, taxes en sus.

Mezzo-Sopranos combien faut-il pour changer une ampoule ?

No Elle tombera en sanglots en apprenant le triste sort du bulbe mauvais pauvre.

Olhando para o alto Looking to a high place

Olhe para cima

"Se você colocar um falcão em um cercado de um metro quadrado e,
inteiramente aberto por cima, o pássaro, apesar de sua habilidade para o
vôo, será um prisioneiro.

A razão é que um falcão sempre começa seu vôo com uma pequena corrida em
terra.
Sem espaço para correr, nem mesmo tentará voar e permanecerá um prisioneiro
pelo resto da vida, nessa pequena cadeia sem teto.

O morcego, criatura notavelmente ágil no ar, não pode sair de um lugar
nivelado.
Se for colocado em um piso complemente plano, tudo que ele conseguirá fazer
é andar de forma confusa, dolorosa, procurando alguma ligeira elevação de
onde possa se lançar.

Um zangão, se cair em um pote aberto, ficará lá até morrer ou ser removido.
Ele não vê a saída no alto, por isso, persiste em tentar sair pelos lados,
próximo ao fundo. Procurará uma maneira de sair onde não existe nenhuma,
até que se destrua completamente, de tanto atirar-se contra o fundo do
vidro.

Existem pessoas como o falcão, o morcego e o zangão: atiram-se
obstinadamente contra os obstáculos, sem perceber que a saída está logo
acima.

Se você está como um zangão, um morcego ou um falcão, cercado de problemas
por todos os lados, olhe para cima"

E lá estará DEUS, a ajudá-lo.

( Desconheço o Autor )
And if one day a time traveler named a girl
Look up

"If you put a hawk in a surrounded by a square meter and

entirely open on top, the bird, in spite of their ability to

flight, will be a prisoner.

The reason is that a hawk always starts its flight with a small race in

Earth.

Without space to run, not even attempt to fly and will remain a prisoner

for the rest of his life in this small jail homeless.

The bat, remarkably agile creature in the air, you can't get out of a place

level.

If placed in a floor supplement plan, all he can do

move the way confused, painful, looking for some slight elevation of

where can launch.

A drone, if falling in an open pot, stay there until you die or be removed.

He doesn't see the output above, therefore, persists in trying to slip out the sides,

near the bottom. Looks for a way out where there is no,

until they destroy completely, both coming against the background of the

glass.

There are people like the Falcon, the bat and the Bumblebee: they

doggedly against obstacles without realizing that the output is just

above.

If you're like a Bumblebee, a bat or a Falcon surrounded by problems

everywhere, look up "

And there will be, GOD help you.

(Unknown author)
.


1) कलोस्सै- निवासी सन्तो, मसीह में विश्वास करने वाले भाइयों के नाम पौलुस, जो ईश्वर द्वारा ईसा मसीह का प्रेरित नियुक्त हुआ है, और भाई तिमथी का पत्र।


2) हमारा पिता ईश्वर और प्रभु ईसा मसीह आप लोगों को अनुग्रह तथा शान्ति प्रदान करें!

3) (३-४) हमने ईसा मसीह में आप लोगों के विश्वास और सभी विश्वासियों के प्रति आपके भ्रातृप्रेम के विषय में सुना है। इसलिए हम आप लोगों के कारण अपने प्रभु ईसा के पिता को निरन्तर धन्यवाद देते और अपनी प्रार्थनाओं में आपका स्मरण करते रहते हैं।

5) आपका विश्वास और भ्रातृप्रेम उस आशा पर आधारित है, जो स्वर्ग में आपके लिए सुरक्षित है और जिसके विषय में आपने तब सुना, जब सच्चे सुसमाचार का सन्देश

6) आपके पास पहुँचा। यह समस्त संसार में फैलता और बढ़ता जा रहा है। आप लोगों के यहाँ यह उस दिन से फैलता और बढ़ता रहा है, जिस दिन आपने ईश्वर के अनुग्रह के विषय में सुना और उसका मर्म समझा।

7) आप को हमारे प्रिय सहयोगी एपाफ्रास से इसकी शिक्षा मिली है। एपाफ्रास हमारे प्रतिनिधि के रूप में मसीह के विश्वासी सेवक है।

8) उन्होंने हमें बताया है कि आत्मा ने आप लोगों में कितना प्रेम उत्पन्न किया है।

9) जिस दिन से हमने यह सुना, हम निरंतर आप लोगों के लिए प्रार्थना करते रहे हैं। हम ईश्वर से यह निवेदन करते हैं कि वह आप को समस्त प्रज्ञा तथा आध्यात्मिक अन्तर्दृष्टि प्रदान करे, जिससे आप उसकी इच्छा पूर्ण रूप से समझ सकें।

10) इस प्रकार आप प्रभु के योग्य जीवन बिता कर सब बातों में उसे प्रसन्न करेंगे, हर प्रकार के भले कार्य करते रहेंगे और ईश्वर के ज्ञान में बढ़ते जायेंगे।

11) आप ईश्वर की महिमामय शक्ति से बल पा कर सदा दृढ़ बने रहेंगे,

12) सब कुछ आनन्द के साथ सह सकेंगे और पिता को धन्यवाद देंगे, जिसने आप को इस योग्य बनाया है कि आप ज्योति के राज्य में रहने वाले सन्तों के सहभागी बनें।

13) ईश्वर हमें अन्धकार की अधीनता से निकाल कर अपने प्रिय पुत्र के राज्य में ले आया।

14) उस पुत्र के द्वारा हमारा उद्धार हुआ है, अर्थात् हमें पापों की क्षमा मिली है।

15) ईसा मसीह अदृश्य ईश्वर के प्रतिरूप तथा समस्त सृष्टि के पहलौठे हैं;

16) क्योंकि उन्हीं के द्वारा सब कुछ की सृष्टि हुई है। सब कुछ - चाहे वह स्वर्ग में हो या पृथ्वी पर, चाहे दृश्य हो या अदृश्य, और स्वर्गदूतों की श्रेणियां भी - सब कुछ उनके द्वारा और उनके लिए सृष्ट किया गया है।